quarta-feira, 23 de junho de 2010

Sou

Serei a esperança?
Um anjo de asas brancas?
Um sonho ou Um fato real?
Uma princesa sem castelo?
Uma rainha sem trono?
Serei a vida?
A inquietude reprimida?
o rumo certo ao desconhecido?
O além da imaginação?
Serei ainda a dor embriangante?
O alívio de um choro desprendido?
Seria eu a cura para um mal maior?
O perdão para um coração arrenpendido?
O medo do abismo?
A coragem de um sorriso?
Um inexplicável enigma?
Uma óbvia explicação?
Serei uma flor pequenina
em meio a um gigantesco jardim?
Uma estrela brilhante
rodeada de uma luz fim?
Não...
Não serei nada e sou tudo num instante...
Sou algo que se preenche com o vazio.
Que se fortalece com a fraqueza.
Que se renova com o velho.
Que se purifica com o impuro.
Que se ilumina com o escuro.
Que não vê...
 Não escuta...
Não respira...
A lógica da razão.
Mas se resume nas batidas
fortes em meu peito
da grande e ilimitada emoção...
de existir,
de viver,
a cada instante o amor.
Sou...
Apenas sou...
E não me importo se não consigo
ainda decifrar o que não sou!



 

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