Corro em uma estrada solitária
tão deserta...
Meus cabelos se confundem com o vento
Sussurros de longe escuto
Eram meus? ou de alguém?
Não há nada naquela estrada
Nem mesmo o medo existe
Minhas pernas se desprendem do meu corpo
Continuam a sua árdua travessia
Meus braços se esticam imensos
Alcançam o mais infinito céu
Meus lábios palavras sem nexo pronunciam
Meus olhos já não enxergam
Foram consumidos por um delirante breu
E embora não visse a luz
As estrelas entre meus dedos luziam
Minha cabeça cai dos meus ombros
Finca-se no chão daquele deserto total
Minha respiração para
Minha alma enfim sorri
Há somente o silêncio por toda parte
E tão forte e tão alto e tão estrondoso
O silêncio é rompido afinal...
Em meu peito o coração ainda bate.
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