
Carrego um fardo de peso incalculável
Lembranças não tão doces
Nem tão fáceis de serem lembradas
Cargas de momentos passados
Mas que ressurgem das sombras
Sempre em que fogem os sentidos
Reviravoltas de emoções
Caminhos desviados de sua rota
Passos que não foram dados
Sonhos sugados pelo buraco negro da desilusão
Não totalmente destruídos
Mas nunca torna-se-ao vívidos
Sentimentos que ficaram opacos
Sem o brilho do entusiasmo
Não há como suavizar o peso
Os espinhos fincaram fundo
Os destroços acumularam num segundo
De um coração tão limpo
Restou apenas manchas do desprezo
Não há como recomeçar o acabado
Achar o que já foi perdido
Ficar ao mesmo tempo
No elevado céu e plano chão
Encontrar aquela conhecida luz
Que iluminava a mais devastadora escuridão
Mas é possível dar uma pausa
Nos desprendidos suspiros
E quem sabe até...
Resgatar um pouco a fé...
E aos poucos retomar a leveza do meu coração.
Seu poema me fez lembrar da letra de uma música cristã que diz assim: "Os mais belos e hinos e poesias foram escritos em tribulação, e do céu, as lindas melodias, se ouviram, na escuridão."
ResponderExcluirApreciei bastante seus versos...