
Numa esquina da vida
De olhos úmidos e puros
Um anjo chora baixinho
Ao lado de um imenso muro
Os lábios trêmulos e pequeninos
De um pobre anjo insatisfeito
Com uma ferida doendo
A se espalhar em seu peito
Pequenino, por que choras?
De fome, de frio, de sede?
Ou pela simples falta de uma rede?
Acalento-te em meu coração
Ninando-o imaginariamente
Fazendo-o parar o choro...
Será que isso é um consolo?
O anjo não passa de mais uma criança
De triste e insignificante vida
Mas que respira como nós...
Pobre criança não foi querida.
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