Incerto
Do que realmente ter certeza?
De viver até não mais acordar?
Da perturbadora sensação que surge...
Diante da indiferença de um olhar?
Do que realmente ter certeza?
De que tudo que existe irá se desfazer?
Um dia, talvez, num futuro próximo...
Não tão distante de se ver?
Do que realmente ter certeza?
Por que é tão difícil compreender?
Do obscuro íntimo de uma alma...
Que anceia e não consegue crer.
Acreditar apenas é o suficiente?
Mesmo que se feche os olhos e se lamente...
Diante de profundos e bizarros buracos negros
Que se abrem imponentes em sua mente.
Resta apenas sentir?
Mesmo que não se consiga resposta...
Nem saiba que caminho seguir?
O que realmente importa?
O que realmente é justo e real?
Tudo não passa de ilusão de ótica?
E novamente as incertezas voltam.
Endurecendo a alma como rochas.
Como ser diante da vida?
Arrastar-se como tartarugas durante horas...
Dizendo apenas SIM para tudo?
Ou explodir disparado, dizendo NÃO em segundos?
Quando tudo parece incerto...
E afunda-se no lodoso pântano da desilusão
As respostas surgem sorrateiras
Acendendo tochas, suprimindo à escuridão.
Tudo parece fazer sentido agora.
A solução tão simples e óbvia
Encontrava-se todo esse tempo
No brilho de um olhar intenso de outrora.
Na pureza de um sorriso desprendido,
No alívio que abafa o gemido,
Na prece que ecoava dos lábios,
Na flor que brotava no paraíso.
O amor regenerador e hábil transforma...
E a vida torna a fazer sentido,
O incerto se torna certo,
Levando conforto e paz aos oprimidos.
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